um abraço e olhos marejados.
até daqui a pouco, meu amor.
domingo, 26 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
dolce
I was sitting on the ocean's shore,
at the very edge of the island.
all day my soul was aching;
it was trying to tell me something.
all day a tempest was raging,
a hot rains was falling
bringing down the trees.
it seemed the ocean
would engulf the island.
suddenly everything became still.
I understood why I was in such
pain all day.
for many weeks my soul had journeyed
throng the book of the fates of people
who had become dear to me
on this island…
unceasingly I leaf through these pages,
every time I begin again with
the first page
at the very edge of the island.
all day my soul was aching;
it was trying to tell me something.
all day a tempest was raging,
a hot rains was falling
bringing down the trees.
it seemed the ocean
would engulf the island.
suddenly everything became still.
I understood why I was in such
pain all day.
for many weeks my soul had journeyed
throng the book of the fates of people
who had become dear to me
on this island…
unceasingly I leaf through these pages,
every time I begin again with
the first page
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
sexta-feira
o fato de o amor ser recíproco, não impede a possibilidade de um dos dois, antes do inesperado, abandonem-se pela distância.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
segunda-feira
penso naquela mulher que caminha sozinha entre as ruas de negrume cintilante.
quantos homens amou. quantos irá amar.
na garoa fina que cai, o inevitável fim. da água que escorre céu abaixo, rompendo o ar, para tornar-se poça, estagnada em seu próprio repouso.
nas luzes dos postes, o amarelo que quer ser vermelho, deixando ainda mais escuras as silhuetas das árvores que perpassam seu caminho.
nas cartas que recebeu e que nunca abriu. por medo, ou por adiar certa felicidade.
a chuva engrossa, e os passos continuam. pés desnudos com um sapato que insiste em reclamar sua existência.
pensando nessa mulher, que ao chegar em casa, quer separar-se do cotidiano veloz que, inevitavelmente, acordará amanhã, mas agora sem a chuva para lhe acompanhar.
quantos homens amou. quantos irá amar.
na garoa fina que cai, o inevitável fim. da água que escorre céu abaixo, rompendo o ar, para tornar-se poça, estagnada em seu próprio repouso.
nas luzes dos postes, o amarelo que quer ser vermelho, deixando ainda mais escuras as silhuetas das árvores que perpassam seu caminho.
nas cartas que recebeu e que nunca abriu. por medo, ou por adiar certa felicidade.
a chuva engrossa, e os passos continuam. pés desnudos com um sapato que insiste em reclamar sua existência.
pensando nessa mulher, que ao chegar em casa, quer separar-se do cotidiano veloz que, inevitavelmente, acordará amanhã, mas agora sem a chuva para lhe acompanhar.
domingo, 5 de dezembro de 2010
domingo
sempre que penso muito em uma pessoa, fico imaginando que ela também pensa em mim.
como se tivesse alguma razão por ela estar tão forte em minha cabeça.
*
lendo Clarice,
"o caminho da arte, e a independência que ele requer, é uma caminho terrível. aqueles que não tem um lobo dentro de si não são, por essa razão, felizes.
muitos artistas pertencem a essa espécie. essas pessoas todas sabem que tem duas almas, dois seres dentro de si, nos quais o divino e o diabólico, o sangue da mãe e o sangue do pai, a capacidade para a felicidade e o sofrimento, estão atados de modo tão apertado e conflituoso como o lobo e o homem"
*
ontem, ao me perguntarem o que o desenho nas minhas costas significava, respondi com uma pergunta. pensando no exercício (castrado) da subjetividade.
como se tivesse alguma razão por ela estar tão forte em minha cabeça.
*
lendo Clarice,
"o caminho da arte, e a independência que ele requer, é uma caminho terrível. aqueles que não tem um lobo dentro de si não são, por essa razão, felizes.
muitos artistas pertencem a essa espécie. essas pessoas todas sabem que tem duas almas, dois seres dentro de si, nos quais o divino e o diabólico, o sangue da mãe e o sangue do pai, a capacidade para a felicidade e o sofrimento, estão atados de modo tão apertado e conflituoso como o lobo e o homem"
*
ontem, ao me perguntarem o que o desenho nas minhas costas significava, respondi com uma pergunta. pensando no exercício (castrado) da subjetividade.
sábado, 4 de dezembro de 2010
três da manhã
o mesmo caminho que fizemos há três dias. na paulista, trabalhadores esforçando-se em colocar nos postes, enfeites no meio da avenida. só nós, ouvindo piaf. um cinto teimoso e a câmera na mão, registrando o vento que passava entre os semáforos verde-vermelhos. passando pelo centro, avenida escuras, iluminadas amareladamente pelos tantos meninos que dormiam na rua.
me perdendo pelas ruas, pegando outro sentido. mesmo quando a vontade e a necessidade insistem em pegar o caminho certo, desvio e vou pela rodovia mais longa. porque tudo sempre é com grande emoção.
ao lado, o assento tornou-se vazio. e a avenida hoje, estava repleta de carros, insistentes em fotografar um natal luminosamente irreal.
me perdendo pelas ruas, pegando outro sentido. mesmo quando a vontade e a necessidade insistem em pegar o caminho certo, desvio e vou pela rodovia mais longa. porque tudo sempre é com grande emoção.
ao lado, o assento tornou-se vazio. e a avenida hoje, estava repleta de carros, insistentes em fotografar um natal luminosamente irreal.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Cortázar
Se dibuja, así, una estrellita en lo alto de la página, y el campo operatorio queda claramente demarcado. La mano que empuña el bisturí desciende hacia una carne todavía virgen, la blanca piel que va a hendir mientras el cirujano escucha como desde muy lejos la profunda respiración del tiempo amarrado, anestesiado. ¿Pero quién duerme, quién escucha?...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
garcía lorca
Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas la están mirando
y ella no puede mirarlas.
Verde que te quiero verde.
Grandes estrellas de escarcha
vienen con el pez de sombra
que abre el camino del alba.
La higuera frota su viento
con la lija de sus ramas,
y el monte, gato garduño,
eriza sus pitas agrias.
¿Pero quién vendra? ¿Y por dónde...?
Ella sigue en su baranda,
Verde came, pelo verde,
soñando en la mar amarga.
--Compadre, quiero cambiar
mi caballo por su casa,
mi montura por su espejo,
mi cuchillo per su manta.
Compadre, vengo sangrando,
desde los puertos de Cabra.
--Si yo pudiera, mocito,
este trato se cerraba.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
--Compadre, quiero morir
decentemente en mi cama.
De acero, si puede ser,
con las sábanas de holanda.
¿No ves la herida que tengo
desde el pecho a la garganta?
--Trescientas rosas morenas
lleva tu pechera blanca.
Tu sangre rezuma y huele
alrededor de tu faja.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
--Dejadme subir al menos
hasta las altas barandas;
¡dejadme subir!, dejadme,
hasta las verdes barandas.
Barandales de la luna
por donde retumba el agua.
Ya suben los dos compadres
hacia las altas barandas.
Dejando un rastro de sangre.
Dejando un rastro de lágrimas.
Temblaban en los tejados
farolillos de hojalata.
Mil panderos de cristal
herían la madrugada.
Verde que te quiero verde,
verde viento, verdes ramas.
Los dos compadres subieron.
El largo viento dejaba
en la boca un raro gusto
de hiel, de menta y de albahaca.
¡Compadre! ¿Donde está, díme?
¿Donde está tu niña amarga?
¡Cuántas veces te esperó!
¡Cuántas veces te esperara,
cara fresca, negro pelo,
en esta verde baranda!
Sobre el rostro del aljibe
se mecía la gitana.
Verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Un carámbano de luna
la sostiene sobre el agua.
La noche se puso íntima
como una pequeña plaza.
Guardias civiles borrachos
en la puerta golpeaban.
Verde que te qinero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar.
Y el caballo en la montaña.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas la están mirando
y ella no puede mirarlas.
Verde que te quiero verde.
Grandes estrellas de escarcha
vienen con el pez de sombra
que abre el camino del alba.
La higuera frota su viento
con la lija de sus ramas,
y el monte, gato garduño,
eriza sus pitas agrias.
¿Pero quién vendra? ¿Y por dónde...?
Ella sigue en su baranda,
Verde came, pelo verde,
soñando en la mar amarga.
--Compadre, quiero cambiar
mi caballo por su casa,
mi montura por su espejo,
mi cuchillo per su manta.
Compadre, vengo sangrando,
desde los puertos de Cabra.
--Si yo pudiera, mocito,
este trato se cerraba.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
--Compadre, quiero morir
decentemente en mi cama.
De acero, si puede ser,
con las sábanas de holanda.
¿No ves la herida que tengo
desde el pecho a la garganta?
--Trescientas rosas morenas
lleva tu pechera blanca.
Tu sangre rezuma y huele
alrededor de tu faja.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
--Dejadme subir al menos
hasta las altas barandas;
¡dejadme subir!, dejadme,
hasta las verdes barandas.
Barandales de la luna
por donde retumba el agua.
Ya suben los dos compadres
hacia las altas barandas.
Dejando un rastro de sangre.
Dejando un rastro de lágrimas.
Temblaban en los tejados
farolillos de hojalata.
Mil panderos de cristal
herían la madrugada.
Verde que te quiero verde,
verde viento, verdes ramas.
Los dos compadres subieron.
El largo viento dejaba
en la boca un raro gusto
de hiel, de menta y de albahaca.
¡Compadre! ¿Donde está, díme?
¿Donde está tu niña amarga?
¡Cuántas veces te esperó!
¡Cuántas veces te esperara,
cara fresca, negro pelo,
en esta verde baranda!
Sobre el rostro del aljibe
se mecía la gitana.
Verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Un carámbano de luna
la sostiene sobre el agua.
La noche se puso íntima
como una pequeña plaza.
Guardias civiles borrachos
en la puerta golpeaban.
Verde que te qinero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar.
Y el caballo en la montaña.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
bemol
acordei como se tudo estivesse coberto com uma rede de mentiras. desconfiada, até o sol me desafiava a tentar encontrar o que era fidelíssimo dentro das relações humanas e das estruturas de poder.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
15 dias
a partir de hoje serão 15 dias.
ele me disse que todas as relações tem prazo de validade. a nossa tristeza e alegria é saber que tudo, de certa forma, acaba no dia 30 de novembro de 2010.
ele me disse que todas as relações tem prazo de validade. a nossa tristeza e alegria é saber que tudo, de certa forma, acaba no dia 30 de novembro de 2010.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
a felicidade de uns
peixes amigos amados
amantes dos que foram pescados em tamanha quantidade
vocês assistiram a esta calamidade
a esta coisa horrível
a esta coisa terrível
a este tremor de terra
a pesca milagrosa
peixes amigos amados
amantes dos que foram pescados em tamanha quantidade
dos que foram pescados em tamanha quantidade
dos que foram pescados cozidos comidos
peixes...peixes...peixes
como vocês devem ter rido
no dia da crucificação.
jacques prévert
amantes dos que foram pescados em tamanha quantidade
vocês assistiram a esta calamidade
a esta coisa horrível
a esta coisa terrível
a este tremor de terra
a pesca milagrosa
peixes amigos amados
amantes dos que foram pescados em tamanha quantidade
dos que foram pescados em tamanha quantidade
dos que foram pescados cozidos comidos
peixes...peixes...peixes
como vocês devem ter rido
no dia da crucificação.
jacques prévert
domingo, 7 de novembro de 2010
call me darling
em 48 horas. tudo passou rapidamente. demorarei algumas semanas para entender todo esse momento feroz. fui engolida pelo instante, e não penso outra coisa do que seguir em frente. lembrei-me de uma frase de meu pai: caminhante não há caminho, o caminho se faz ao caminhar. (ou algo assim.)
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